17.7.11

Há dias em que só nos apetece gritar. Sair de casa e gritar até que o ar nos falte; gritar até ficar sem voz; gritar! Deixar que toda a nossa raiva, todos os nossos problemas se transfiram para esses gritos, na falsa esperança que eles desapareçam depressa. Tão depressa como esses momentos em que passamos a ser o centro de tudo. No momento em que só nós existimos, nós e os nossos gritos. Quando a alma se torna transparente e tornamo-nos vulneráveis a qualquer sentimento, a qualquer pequena ponta de dor que possa existir em nós. Aí apercebemo-nos que o que acreditamos que pudesse desaparecer ficou, nada muda. Somos apenas fracos por não saber lutar contra tudo isso. Apenas isso.


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